Orientação Profissional na prática:
- gisellylira

- 5 de ago.
- 3 min de leitura

O mês de agosto está começando e as aulas do segundo semestre estão batendo à porta. Nas últimas semanas, discutimos aqui no blog sobre a ansiedade da escolha, o papel dos pais, os mitos dos testes de internet e a importância de agir a tempo para o vestibular.
Depois de lerem sobre o assunto, muitos pais e estudantes entram em contato com o nosso consultório com dúvidas muito parecidas sobre os bastidores do atendimento. Afinal, como funciona a Orientação Profissional (OP) no dia a dia? É uma terapia longa? O jovem sai com uma profissão cravada no final?
Para fechar com total clareza, reuni as 5 perguntas mais frequentes que recebo por aqui. Acompanhe as respostas e descubra se este é o momento certo para a sua família.
1. Quanto tempo dura o processo? Meu filho vai passar meses na clínica?
Não. Diferente de uma psicoterapia tradicional, que pode durar meses ou anos sem um prazo de término definido, a Orientação Profissional é um processo breve, focado e objetivo.
Geralmente, o percurso leva entre 10 e 12 sessões, com encontros semanais de aproximadamente 1 hora. Isso significa que, ao iniciar agora no começo do semestre, o estudante concluirá todo o mapeamento e tomará sua decisão muito antes do início das provas principais e das inscrições dos vestibulares.
2. A Orientação Profissional serve apenas para quem está no 3º ano do Ensino Médio?
Embora o terceiro ano seja o período de maior urgência devido ao calendário do ENEM, o processo é extremamente benéfico (e até mais leve) quando iniciado no 1º ou 2º ano do Ensino Médio.
Começar mais cedo permite que o jovem escolha seus itinerários formativos com consciência, selecione matérias eletivas que façam sentido para o seu perfil e dilua a pressão da escolha ao longo dos anos, chegando ao terceirão focado apenas em estudar, sem crises de identidade.
3. O psicólogo escolhe a profissão pelo jovem no final?
Essa é uma dúvida muito comum dos adolescentes que esperam uma resposta pronta, e também um medo dos pais. A resposta é um claro não.
O papel do psicólogo não é tomar a decisão pelo jovem, mas sim fornecer o espelho (autoconhecimento) e o mapa (informação de mercado) para que ele decida sozinho. Se o profissional escolhesse, o jovem não desenvolveria autonomia. O objetivo da orientação é fazer com que o estudante sinta orgulho e segurança ao dizer: “Eu analisei as opções e eu escolhi este caminho”. No final do processo, o jovem constrói um plano de carreira detalhado com suas principais opções integradas.
4. Como os pais participam das sessões?
O processo é focado no protagonismo do adolescente, mas a família é parte fundamental do ecossistema de escolha. Por isso, a participação dos pais acontece de forma estruturada:
Sessão Inicial: Uma entrevista inicial com os pais (ou com a presença do jovem) para entender o histórico familiar, as expectativas e as preocupações da casa.
Sessões Intermediárias: O atendimento é individual e confidencial com o adolescente, garantindo um espaço neutro e livre de julgamentos para ele se expressar.
Sessão de Devolutiva (Final): Um encontro de encerramento com o jovem e os pais, onde apresentamos os resultados do mapeamento, o projeto de futuro estruturado pelo estudante e as diretrizes de como a família pode continuar apoiando essa trajetória.
5. E se o jovem tiver interesse por áreas completamente diferentes (ex: Artes e Engenharia)?
Isso é perfeitamente normal e saudável. Nós chamamos esses jovens de "multipotenciais". O mercado de trabalho atual valoriza muito profissionais que conseguem conectar saberes de mundos distintos.
Durante as sessões, nós não descartamos os interesses paralelos. Pelo contrário: ajudamos o estudante a entender qual dessas paixões pode se transformar em sua carreira principal (sua atividade primária) e como as outras habilidades podem entrar como hobbies, projetos paralelos ou diferenciais competitivos na sua atuação profissional.
O próximo passo começa agora
Agora que você já sabe exatamente como funciona a Orientação Profissional, a única pergunta que resta é: sua família vai continuar enfrentando o peso da dúvida sozinhos ou vai caminhar com o suporte de um especialista?
As aulas de agosto estão começando e as decisões práticas precisam ser tomadas. Não deixe que o estresse do final do ano roube a tranquilidade e a alegria dessa transição tão bonita que é a entrada na vida adulta.
Ficou com mais alguma dúvida sobre o funcionamento das sessões que não foi respondida aqui? Deixe sua pergunta nos comentários que eu mesma vou te responder!
As vagas para o bloco de atendimentos do início do segundo semestre estão abertas por tempo limitado. [Clique aqui para falar com a nossa equipe no WhatsApp], tire suas dúvidas de investimento e horários, e garanta o acompanhamento do seu filho nesta reta final.
Giselly Lira
Psicóloga | Orientadora Profissional
CRP 05/21198




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