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“E se eu errar?”

Foto do escritor: gisellylira
gisellylira
2 de set.
2 min de leitura
O peso de escolher o resto da sua vida aos 17 anos
O peso de escolher o resto da sua vida aos 17 anos

Se você tem entre 16 e 18 anos, é bem provável que a sua rotina inclua uma pergunta repetida quase no piloto automático por parentes, professores e até conhecidos na fila do mercado: "E aí, já sabe o que vai cursar?". Parece um interesse genuíno, e na maioria das vezes é. O problema é o efeito colateral dessa pergunta. Para quem está no ensino médio, ela não soa como curiosidade; soa como uma cobrança para definir os próximos cinquenta anos da sua vida antes mesmo de você tirar a carteira de motorista.

 

Sentir medo de errar nesse cenário não é um sinal de imaturidade. É a reação mais humana possível diante de uma pressão desproporcional. Afinal, fomos ensinados de que existe um único caminho certo e que qualquer desvio significa fracasso.

 

Mas a verdade que quase ninguém te conta na escola é que o mundo do trabalho mudou drasticamente. A ideia de entrar em uma faculdade aos 18 anos, se aposentar na mesma empresa e fazer exatamente a mesma função até o fim da vida praticamente não existe mais. Profissões nascem e morrem todos os anos. Pessoas mudam de carreira aos 30, aos 40, e isso é visto pelo mercado como bagagem, não como erro. A escolha que você faz agora é sobre o seu próximo passo, não sobre a sua sentença definitiva. Tirar esse peso do "para sempre" das costas é o primeiro passo para conseguir respirar e enxergar as opções com clareza.

 

Para os pais: Ver um filho paralisado pelo medo de escolher é angustiante. Muitas vezes, na tentativa de ajudar, trazemos nossas próprias experiências de uma época em que o mercado era mais rígido. Hoje, o maior apoio que você pode dar não é apontar o caminho "mais seguro", mas ser o porto seguro onde ele pode testar ideias, errar e mudar de opinião sem o medo do julgamento.

 

Se você sente que o peso dessa decisão está grande demais para carregar sozinho, o processo de Orientação Profissional ajuda a quebrar esse problemão em partes menores e muito mais fáceis de resolver. Você não precisa decidir no escuro. Clique aqui e conheça nosso suporte acolhedor para essa fase.

 

Giselly Lira

Psicóloga | Orientadora Profissional

CRP 05/21198

 
 
 

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