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“Mas esse curso dá dinheiro?”

Foto do escritor: gisellylira
gisellylira
há 6 dias
2 min de leitura
Como equilibrar retorno financeiro e realização pessoal
Como equilibrar retorno financeiro e realização pessoal

Essa é, sem dúvidas, a maior queda de braço que acontece entre as gerações dentro de casa. De um lado, o estudante empolgado com uma área humanística, artística ou uma profissão nova que viu na internet. Do outro, os pais com o cenho franzido fazendo a pergunta que corta qualquer entusiasmo: "Mas isso dá dinheiro? Como você vai se sustentar?".

 

A verdade é que ambos têm razão, mas estão olhando para lados diferentes da mesma moeda. Sentir medo de passar anos estudando e não conseguir pagar os próprios boletos é uma preocupação legítima. Ignorar o mercado financeiro em nome de um idealismo cego é um tiro no pé. Mas escolher um curso que você detesta apenas porque a tabela de salários do Google diz que ele paga bem é uma receita certa para a frustração (e para o trancamento de matrícula no terceiro período).

 

O segredo está em desconstruir um mito: não existem cursos que garantem riqueza automática, assim como não existem cursos que decretam a pobreza. O mercado mudou. Hoje, o sucesso financeiro tem muito mais a ver com como você exerce a profissão do que com o nome impresso no seu diploma. Um profissional mediano em uma área dita "promissora" muitas vezes ganha menos e é mais infeliz do que um profissional excelente, inovador e bem-posicionado em uma área considerada tradicional ou saturada. A dedicação que te faz ser fora da curva só aparece quando você tem interesse real pelo que faz na rotina.

 

Para os pais: A preocupação com o futuro financeiro dos filhos vem do amor e do desejo de proteção. É completamente compreensível. No entanto, o mercado atual valoriza habilidades que não estão presas a um único diploma: adaptabilidade, comunicação e capacidade de resolver problemas. Apoiar seu filho a entender o modelo de negócios da área que ele gosta é muito mais produtivo do que forçá-lo a fazer algo que ele rejeita.

 

Equilibrar os seus interesses com a realidade do mercado de trabalho não é uma questão de sorte, é uma questão de estratégia. No nosso processo de orientação, nós ajudamos você a desenhar esse equilíbrio com os pés no chão. Vamos conversar? Conheça nosso método aqui.

 

Giselly Lira

Psicóloga | Orientadora Profissional

CRP 05/21198

 
 
 

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